O Conselho Federal de Enfermagem publicou, na última quarta-feira (08), a Resolução nº 806/2026, que atualiza a regulamentação das qualificações e atividades do Enfermeiro Perfusionista no Brasil. A normativa já está em vigor e revoga a Resolução nº 667/2021. Construída a partir de consulta pública, a atualização reflete a crescente complexidade da área e fortalece a atuação da Enfermagem em contextos de alta tecnologia.

Avanços para a segurança assistencial
A Resolução nº 806/2026 traz mais segurança aos atendimentos, estabelece critérios rigorosos de qualificação profissional e amplia o campo de atuação em tecnologias avançadas, como a circulação extracorpórea (CEC) e a ECMO.
Durante a realização da CEC, o Enfermeiro Perfusionista deve atuar com dedicação exclusiva, não podendo se ausentar do procedimento, garantindo monitoramento contínuo e resposta imediata a intercorrências.
Participação do Piauí na construção da normativa
O processo de construção da normativa foi conduzido pelo Grupo de Trabalho de Especialistas em Perfusão Extracorpórea, que reúne representantes de todo o Brasil, inclusive do Piauí. O estado teve participação ativa nas discussões, contribuindo diretamente para a atualização da resolução.
Essa contribuição ocorreu por meio do então Conselheiro Federal (dezembro de 2025 a março de 2026) e Enfermeiro Dr. Antônio Neto, e da Enfermeira Perfusionista Dra. Saraí de Brito Cardoso, referência na perfusão no estado.

O papel do Enfermeiro Perfusionista
O Enfermeiro Perfusionista é integrante essencial da equipe cirúrgica em procedimentos de alta complexidade. Atua como responsável técnico-clínico, operando equipamentos de circulação extracorpórea (coração-pulmão) durante cirurgias cardíacas e transplantes de órgãos.
A atividade exige conhecimentos aprofundados em fisiologia circulatória, respiratória, sanguínea e renal, além de treinamento específico para o planejamento e execução dos procedimentos de perfusão. Sua atuação é determinante para a manutenção da vida durante intervenções críticas.
Requisitos para atuação
Para atuar como Enfermeiro Perfusionista, além da graduação em Enfermagem, é necessário possuir título de especialista, pós-graduação lato sensu ou residência em Circulação Extracorpórea/Perfusão reconhecida pelo Ministério da Educação.
Também é exigido o registro da especialidade no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e a comprovação de prática mínima de 100 perfusões, assegurando experiência e qualificação técnica para o exercício da função.
Compromisso com a qualificação da Enfermagem
A atualização reafirma o compromisso da Enfermagem com a qualificação contínua e a segurança dos pacientes, acompanhando os avanços tecnológicos e as demandas da assistência em saúde. A participação do Piauí evidencia o protagonismo do estado em discussões estratégicas da Enfermagem em nível nacional.
Ascom Coren-PI com informações da Ascom Cofen