O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) realizou, no início do mês de abril, reunião virtual preparatória para a oficina “Da evidência à prática: oficina para construção de protocolo de Enfermagem no cuidado à pessoa em crise relacionada ao consumo de drogas”, que acontecerá em São Paulo, em junho.
A reunião contou com a presença de representantes institucionais e especialistas, incluindo a professora Jeanne-Marie Stacciarini, responsável pela vinda de enfermeiras doutoras em práticas avançadas da Universidade de Michigan (EUA), para a capacitação presencial, que será realizada em junho.

O Coren-PI participou da agenda com a presença da vice-presidente, Dra. Deusa Helena, e da enfermeira fiscal Dra. Larissa Lima, contribuindo com o debate técnico em torno da construção do protocolo.
“A oficina objetiva construir as bases de um protocolo de Enfermagem voltado ao cuidado de pessoas em crise relacionada ao consumo de álcool e outras drogas”, explica a conselheira federal Ellen Peres, coordenadora da iniciativa. “Portanto, neste encontro virtual de hoje, queremos oferecer para as docentes de Michigan o estado da arte do processo de cuidar da Enfermagem brasileira junto a pessoas em crise decorrente do uso de drogas, compartilhando experiências, alinhando conceitos, definindo diretrizes iniciais, para qualificar a atuação profissional em situações críticas”.
A Oficina Nacional, organizada pelo Cofen, pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo e pela Escola de Enfermagem da Universidade de Michigan, reunirá representantes de todos os Conselhos de Enfermagem, Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e seus especialistas. A oficina adotará metodologia participativa para sistematizar experiências e propor um modelo inicial de protocolo nacional.
Dados nacionais indicam alta prevalência de consumo de álcool e outras substâncias, além de impacto significativo na mortalidade e nos atendimentos de urgência. No Sistema Único de Saúde, o atendimento a essas situações ocorre de forma articulada entre a atenção primária, a rede de atenção psicossocial e os serviços de urgência e emergência.
Apesar da capilaridade, persistem desafios como a variabilidade de condutas, falhas na continuidade do cuidado e ausência de protocolos padronizados. Nesse contexto, a Enfermagem ocupa papel estratégico, atuando no acolhimento, na avaliação clínica e psicossocial e na coordenação do cuidado em diferentes pontos da rede.
Para a enfermeira fiscal do Coren-PI Dra. Larissa Lima, o debate possui grande relevância nacional. “Trata-se de um problema complexo de saúde pública, e discutir essa temática em nível nacional fortalece estratégias integradas, políticas públicas e a qualificação das práticas profissionais”, destacou.
Com formação em mestrado e doutorado sobre a temática do uso de álcool e outras drogas, Dra. Larissa contribuiu para o debate com olhar técnico-científico sobre a temática. “É fundamental que essas discussões sejam pautadas em evidências, em princípios éticos e diretrizes atualizadas, para construção de propostas consistentes e alinhadas às necessidades reais dos serviços e da população”, pontuou.
Sobre representar o Regional em um espaço nacional de construção coletiva, a Enfermeira fiscal ressaltou: “Levar a realidade local para esse debate ampliado permite compartilhar experiências e boas práticas, além de fortalecer estratégias e protocolos que promovam melhorias nos serviços de saúde em todo o país.”
A participação do Piauí reforça o compromisso do Coren-PI com o fortalecimento técnico da Enfermagem e com a contribuição ativa do Regional em discussões nacionais estratégicas para a profissão.
Ascom Coren-PI com informações Ascom Cofen