Durante a 613ª Reunião Ordinária de Plenário (ROP), o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-PI) viveu um momento de profunda reverência à sua própria memória. A sala do Plenário recebeu a visita da Dra. Rosália Parente, Enfermeira fiscal que integrou a primeira Comissão de Fiscalização da autarquia. Recebida com honrarias pela presidência e pelo corpo de Conselheiros . Sua presença trouxe à tona décadas de história e dedicação que moldaram a fiscalização da Enfermagem piauiense.

Um resgate da história da fiscalização do Coren-PI
Na oportunidade, Dra. Rosália compartilhou com o plenário sua trajetória na Enfermagem e os desafios que ela e suas colegas enfrentaram para dar forma ao setor de Fiscalização em um tempo em que tudo ainda precisava ser criado.
“Muitas vezes, éramos o primeiro contato daqueles profissionais com o próprio Conselho, e isso exigia responsabilidade na forma de conduzir cada abordagem,” destacou Dra. Rosália.
O momento, marcado pela emoção e pelo reconhecimento, foi uma pausa necessária na rotina institucional para que o Conselho pudesse honrar seus alicerces.
Raízes da fiscalização do Coren-PI
Nos primeiros anos de funcionamento do Coren-PI, fiscalizar o exercício profissional da Enfermagem era um grande desafio: o estado era vasto, os recursos eram escassos e a presença institucional precisava ser construída tijolo por tijolo, ou, naquele contexto, visita por visita.
Foi nesse cenário que um grupo de Enfermeiras assumiu a missão de estruturar o setor de Fiscalização do Coren-PI. Entre essas mulheres, nomes como Filomena Lélis Camello, que hoje empresta seu nome ao Plenário do Conselho, e Dra. Amparo, ex-presidente do Coren-PI e atual ouvidora, tornaram-se referências incontornáveis. Com elas, estava Dra. Rosália Parente, que há mais de três décadas ajudou a erguer as bases de um sistema que hoje alcança todos os cantos do Piauí.
“Trabalhávamos com recursos muito limitados, mas com um forte senso de responsabilidade. A fiscalização sempre foi, para nós, um compromisso com a sociedade. O que nos movia era a certeza de que aquele trabalho precisava ser feito”, destacou Dra, Rosália.
Naquele período, as fiscais percorriam municípios com estrutura mínima, levando em suas mãos não apenas documentos e formulários, mas a autoridade moral de quem acreditava que a regulamentação era, e ainda é, um instrumento de proteção à sociedade e à própria classe de Enfermagem.

Décadas de avanços: a fiscalização que se transformou
O tempo consolidou o que aquelas pioneiras semearam. A fiscalização do Coren-PI saiu da informalidade dos primeiros anos e passou a operar com planejamento estratégico, sistemas digitais, equipes estruturadas e protocolos alinhados às normativas do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Esse caminho não foi linear, exigiu reformulações, aprendizados e uma permanente disposição para reinventar métodos sem abrir mão do rigor.
“A fiscalização do Coren-PI consolidou-se como um instrumento de caráter essencialmente pedagógico e preventivo sem perder, quando necessário, seu caráter corretivo e sancionador, sempre que a integridade da profissão ou o cumprimento da legislação estiverem em pauta”, pontuou Samuel Freitas, presidente do Coren-PI.
Hoje, o setor de Fiscalização do Coren-PI conduz ações planejadas em municípios de todas as regiões do estado, com foco na regularidade do exercício profissional, na habilitação dos estabelecimentos de saúde e na orientação dos profissionais de Enfermagem. As inspeções, que antes dependiam de deslocamentos longos e recursos precários, passaram a contar com tecnologia de comunicação, sistemas integrados de registro e articulação institucional.
A modernização dos processos e a padronização das ações refletem diretamente na qualidade da assistência e na segurança da população.
Ascom Coren-PI